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Notícias
15/03/2018

Intercity opera 40 hotéis.

Intercity, como rede hoteleira brasileira, nasceu em Gravataí, cidade industrial da Grande Porto Alegre, na onda das águas da GM. Implementada a partir de 1999, pelas mãos mágicas de Alexandre Gehlen, cria da Pousada Bavária, da Vó Frida de Gramado. A rede opera hoje no Brasil e Uruguai. Em menos de 20 anos, a Intercity que nasceu gaucha, tornou-se case de sucesso, operando 40 hoteis.

 
Em 2013, ano da euforia brasileira do pré-copa, a Intercity Hoteis virou ICH e anunciou que chegaria logo aos 60 endereços, se redesenhou com tres marcas fortes: Hi! Intercity, e Yoo2.
 
O Frontdesk fez 5 perguntas para Alexandre Gehlen, afim de compor um cenário realista para 2018:
 
Passou a crise? (segundo os indicadores do governo, sim, mas, o desemprego continua em alta e o déficit não quer recuar)
"complicado afirmar que a crise tenha se dissipado em um ambiente político instável; o fato é que percebemos uma leve retomada a partir de set/out de 2017, com aumentos importantes no REVPAR, originado pela melhora nas ocupações. Ainda estamos distantes de uma diária média saudável. O ano de 2018 será fundamental para entendermos qual caminho seguiremos - a hotelaria não está imune a estes fatores externos!"
 
Retomando o ritmo e o rumo? (a hotelaria vai continuar a mesma expansão como vinha até 2014?)
"estamos vivendo ainda o ciclo de baixa, possivelmente chegando ao seu final. A retomada começa com melhores ocupações, encorajando o trade na sequência a corrigir os preços. Olhando de uma forma macro, as tarifas estagnaram no ano de 2012, com os custos de 2018, o que reflete nas margens operacionais - precisamos iniciar o ciclo de ajustes de preços para retomada do setor. Estamos otimistas para os próximos anos, na medida em que teremos um equilíbrio entre oferta e demanda, sem o efeito nefasto da copa e olimpíadas".
 
OTAs, fracionados e aplicativos são ameaças reais? (o Airbnb se propala como o maior hotel do mundo e a booking anuncia o mesmo tanto ou mais de casas de aluguel do que de hoteis)
"a distribuição de um quarto de hotel sofreu mudanças importantes nos últimos anos, trazendo para o setor, não somente concorrência, mas oportunidades incríveis - cabe aos profissionais entender estes movimentos e trabalhar melhor seus produtos e serviços. Já percebemos uma acomodação entre economia tradicional e nova economia, trazendo um novo mercado para ambos; o mais importante é que uma indústria não seja beneficiada em detrimento a outra. A isonomia de condições políticas e tributárias é fundamental para que o setor cresça como um todo"
 
Os Eventos sumiram? (em 4 anos a cidade despencou para fora da lista, depois de estar no terceiro lugar entre as cidades brasileiras que mais realizaram eventos internacionais) 
Olhando para Porto Alegre, estamos realmente nos distanciando dos melhores destinos, tanto para eventos, como lazer e ambiente de negócios. Seria fundamental para Porto Alegre, retomar sua auto-estima, gerando inovação e noticias positivas. Como primeira medida, eu gostaria muito ver a retomada do projeto cais do porto e centro de convenções - estes dois projetos trariam a cidade de volta ao patamar que ela merece"
 
Onde falta a marca intercity? (No começo deste ano, Bauru e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, abriram as portas, diminuindo a extensa "lista de espera" de cidades que estão empilhando tijolos em varrias cidades do Brasil para ostentar a marca) 
"A miopia gerada pela crise nos últimos quatro anos transmitiram a falsa impressão que temos uma sobre-oferta hoteleira no Brasil. entendemos que no curto prazo, as grandes praças estão abastecidas de bons hotéis, mas, se tivermos alguns sinais de retomada na confiança, no ambiente de negócios mais propício, teremos ótimas oportunidades. A ICH, através de suas marcas, estará pronta para atendê-las".
(José Justo).
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