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Notícias
03/11/2017

Desfaçatez em Porto Alegre

 O jogo de azar eletrônico atropelou a desfaçatez em Porto Alegre

Por José Justo 
O Jogo, para ser "legal", basta pagar tributos, para não ser pecado, basta contribuir para obras sociais das igrejas.
 
Faz mais de meio século que se fala em jogo legalizado no Brasil. A balela começa quando se fala que a igreja não quer, e acaba quando se descobre que o campeão da jogatina é o governo oficial, legalizado e eleito pelo povo, através dos "concursos lotéricos" da caixa. E o crime organizado que se instalou nos governos federal, estaduais e municipais, não precisam da máfia para lhes fazer companhia, a não ser concorrência.
 
Cassinos existem em metade do mundo e nem o fundamentalismo escapa de criar feudos bem protegidos, para explorar o "pecado" em seus refúgios e poder dizer para o guru maior da religião: aqui não, mas, ali... E a terra deu muitas voltas até que em um momento em que, não existindo governo no país (agora, mesmo sem governo, quem manda no Brasil é um gerente de banco... E, olha! Até que estamos indo bem, obrigado), algumas cabeças resolveram implantar jogos de azar ao arrepio da pseudo-lei. Quem terá capacidade, coragem e paciência para questionar os empreendedores que viram no jogo algo tão normal quanto qualquer negócio como futebol, mega-sena, trilegal ou uma simplória rifa de churrasco? Pode ser ilegal, mas, não é imoral, nem engorda... E é em dólar! 
 
Em um país onde tudo é questionável, onde se ressuscitou o domínio do fato, onde a voz do povo é a voz de deus, as convicções são mais fortes que as provas, a televisão impõe a verdade mais veementemente que Aristóteles, todos são culpados até prova em contrário e os governos desviam mais dinheiro que o tráfico mais conhecido como crime organizado (junta todos os tráficos, faz a conta: drogas, armas, escravas brancas, órgãos humanos, animais raros e crianças, soma tudo, dará menos que uma operação estruturada da Other Brexit e as outras ficam de troco).
 
A casa de jogo da cavalhada deve descambar para uma enxurrada de instalações, como ocorreu com os condo-hoteis, os fracionados e com os airbienebis. Quem não entrar na onda e começar a perder dinheiro em seus hoteis, vai ficar de fora e cair de pau: é ilegal, não paga imposto, vicia os inocentes, deus não gosta e tantos outros jargões que os arrojados da vez estão acostumados a ouvir e fazer de conta que é o barulho das ondas do mar, quebrando nas pedras do Vidigal.
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