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Notícias
26/09/2017

Hoteleiro contra agência OnLine

 Preocupado com Airbnb?

 
 
Ele é só mais um a esfolar o Brasil em geral e a hotelaria brasileira em particular. E no mundo tambem.
 
As OTAs (OnLine Travel Agencies - Agências de Viagem via Internet) esfolam todos; os temporadeiros da praia pirateiam no verão e os da serra pirateiam no inverno; o governo esfola o ano todo e o cliente paga a conta. 
 
O hotel fica com menos de metade do valor de cada diária que vende. Não há uma estatística segura e confiável, mas, o produto diária de hotel deve ter um dos maiores custos de vendas que qualquer outra coisa neste planeta.
 
Para quem se debruça sobre planilhas em busca de redução de custos, para quem bajula políticos para ganhar desconto de imposto ou para brecar BNB, fica um alerta: de nada adianta isso, pois, os preços só cairiam se aumentasse a eficiência dos prestadores de serviços e isso se resolve com qualificação e tambem não adianta tentar barrar as novas formas de vender usando a tecnologia, através de ações políticas com fotos sorridentes em redes sociais, pois, os políticos tambem gostariam de taxar os BNBs da vida, mas, não para ajudar os hoteleiros e sim, para engordar as burras de suas prefeituras.
 
Dentro deste tema, leiam esta noticia que circulou em Portugal:
 
Hoteleiros contra preços praticados pela Booking
 
Por: Ana Sanlez, do site Dinheiro Vivo
 
Plataforma www.booking.com não permite que hotéis baixem os próprios preços. Regra foi proibida em alguns países. Portugal quer seguir exemplo.
 
Chama-se cláusula de paridade e é o ódio de estimação da hotelaria em toda a Europa. Dois anos depois dos primeiros protestos, os hoteleiros voltam a contestar a regra da Booking que impede os hotéis de praticarem nos seus próprios websites, preços mais baixos face aos que são oferecidos na plataforma de reservas. Os empresários portugueses, sem quererem hostilizar a Booking, falam em distorção da concorrência e querem que o fim da cláusula se estenda a toda a Europa. A regra é polêmica e já gerou uma queixa conjunta de dez autoridades européias na Direção-Geral da Concorrência da UE, em 2015. O relatório de Bruxelas, publicado em abril, não foi longe no diagnóstico, mantendo o Booking sob observação. A sentença não foi suficiente para França, Itália, Suécia, Alemanha e Áustria, que lutaram até conseguirem acabar com esta imposição.
 
O tema deverá estar no centro do debate em outubro, durante a próxima assembléia da Hotrec, a organização européia que representa a indústria hoteleira, e que tem sido uma das vozes mais críticas da cláusula imposta pela Booking, de acordo com o jornal espanhol Cinco Días. Cristina Siza Vieira, presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, diz que a mudança seria recebida com bons olhos. A AHP ainda não foi abordada por outras associações, mas caso isto seja discutido na Hotrec, poderemos vir a associar-nos às iniciativas do resto da Europa, diz em declarações ao Dinheiro Vivo.
 
O que está em jogo é a igualdade na captação de investimento na perspectiva da concorrência, porque no modelo atual o mercado está distorcido. É legítimo que a indústria hoteleira procure as mesmas condições no mercado europeu e agrada-nos que isso aconteça. Seria interessante para a indústria que a Booking operasse nas mesmas condições em todo o continente, defende. Apesar de nunca ter apresentado queixa à Autoridade da Concorrência em Portugal, a AHP já abordou o tema junto do atual e do anterior governo, porque as associações são muito pequenas e sozinhas não conseguem nada contra a Booking. As proibições têm sido levadas a cabo por intervenções robustas por parte dos próprios Estados
 
Foi o que aconteceu em França com a lei Macron, quando o atual presidente francês era ainda ministro da Economia e adotou medidas protecionistas. Os dados da Hotrec revelam que as cláusulas de paridade já foram eliminadas em 46% do mercado europeu. O CEO da organização, Christian de Barrin, garante que outros Estados membros seguirão o exemplo. O próximo deverá ser a Bélgica, onde já está em curso o processo legislativo que dará força de lei ao fim da cláusula de paridade. 
 
Cristina Siza Vieira destaca, porém, que a iniciativa não é uma cruzada contra a plataforma de reservas. Apesar de defender que é fundamental que os hoteleiros não fiquem reféns da Booking e que encontrem canais próprios de distribuição, a presidente da Associação de Hotelaria de Portugal reconhece que a cooperação com a Booking é fundamental, porque a quota de mercado da plataforma em Portugal ronda os 80%.
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